Startups, animais fantásticos e como habitam

26 abr 2018
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Você já deve ter ouvido por aí algumas startups sendo nomeadas como animais

“fulana é o primeiro unicórnio do Brasil”,

“investidores apostam em dragões”,

“aceleradoras de baratas são a nova sensação”.

Calma, ninguém enlouqueceu!

Cada uma dessas nomenclaturas tem seu significado e dizem bastante sobre o modo de pensar da empresa e de seus fundadores; unicórnios e dragões, por exemplo, são títulos mais usados para casos de grande investimento, valuation e retorno de investimentos; enquanto os coelhos e baratas abordam mais a forma de execução nas tarefas diárias das startups.

Ficou curioso pra saber quem são, onde vivem e como sobrevivem esses animais?

Vamos lá!

Unicórnios

As startups Unicórnios são chamadas assim porque são tão raras quanto o próprio animal mitológico e carregam consigo a raridade dessas empresas e de suas ideias. As startups que se enquadram nessa classificação possuem um crescimento escalável, repetível e em constante risco de desabar; mas chegaram no topo e são avaliadas pelo mercado em US$ 1 bilhão ou mais!

Em 2016 já existiam quase 200 unicórnios, entre eles Uber, Airbnb e Spotify; já entre as brasileiras temos Decolar e PagSeguro que levaram em média, 17 anos para atingir o título, 99 Táxi com 6 anos, e o NuBank com 5.

A maioria atingiu o título no primeiro semestre de 2018.

Dragões

Os dragões são o topo de cadeia das startups.

A nomenclatura é muito mais valiosa que os unicórnios e é atingida apenas quando a startup consegue dar o retorno de um fundo inteiro para seus investidores – o que é bem difícil – já que seu fundo de investimento aumenta constantemente.

Outra coisa sobre os dragões é que ao contrário dos unicórnios, você não pode comprar seu sucesso, até porque, se comprado “no fim da vida” da startup dragão, ela pode nem retornar todo o investimento. Um investidor teria que encontrar um dragão enquanto ele ainda é jovem e ajudá-lo durante toda a caminhada ao sucesso!

Existem cerca de 20 dragões em todo o mundo e as grandes empresas de comunicação estão entre eles: Whatsapp, Facebook, YouTube, Google e Twitter.

Coelhos

As startups Rabbit são derivadas da sigla em inglês que significa Real Actual Business Building Interesting Tech, ou seja, negócios reais que constroem tecnologia interessante. Contrário aos animais mitológicos citados acima, as startups rabbit possuem um crescimento menor, constante e trazem lucro ao mercado em que atuam.

O termo surgiu em 2016 quando Anand Sanwal (Founder e CEO da CB Insights) comentou que o número de unicórnios vinha crescendo rápido demais e, em breve, surgiria um novo grupo de startups com foco em consistência, formando uma espécie de “transição” de startups para empresas “reais”.

Baratas

Assim como esses pequenos insetos, as startups baratas são conhecidas por sobreviver às grandes catástrofes como uma guerra nuclear, por exemplo. Essa resistência das baratas traz segurança para a empresa e baixo risco para os investidores.

Apesar de levarem um período de tempo maior para se desenvolverem as baratas são mais resistentes e constantes, possuem uma abordagem mais econômica nas operações e todas as suas ações buscam um retorno lucrativo que será usado para testar suas ideias sem gastar  uma alta quantia em dinheiro por isso. Suas equipes são pequenas, tendo por volta de 5 pessoas, com participação ativa dos fundadores nas tarefas diárias.

 

Principais referências:

Estadão – Startups: esqueça os unicórnios, agora é vez das baratas

Startupi – Unicórnio, dragão, coelho e barata: em qual categoria sua startup se encaixa?

Techcrunch – Unicorns vs Dragons

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